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domingo, 23 de janeiro de 2011
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
AS RAÍZES BIOLÓGICAS DA FÉ
As raízes biológicas da crença
Por que ateus são tão diferentes da esmagadora maioria da humanidade? Por que eles não precisam acreditar num deus tradicional de qualquer espécie – e a maioria deles nem mesmo numa força primária que apenas acendeu o estopim do big-bang e então deixou tudo tomar seu próprio curso?
São eles simplesmente mais inteligentes que praticamente todos os outros? Estou disposto a acreditar que são mais espertos e esclarecidos sobre a realidade que, digamos, os membros da União Cristã. Mas poderia supor que são mais inteligentes que crentes profundamente religiosos como Platão, Santo Agostinho, Tomás de Aquino, Descartes, Newton, William James ou mesmo Einstein? Ou, neste mesmo sentido, que a maioria dos cientistas americanos de hoje, que, de acordo com as pesquisas, professam algum tipo de crença religiosa? (1)
Mas o anverso deste enigma é bem mais curioso: Por que praticamente todos seres humanos em praticamente cada cultura conhecida acreditaram num Deus ou deuses e aceitaram os costumes, os dogmas e o aparato institucional de uma imensa fileira de diferentes religiões?
Crença sem Evidência
O que faz isso tão estranho é que nos, seres humanos, sobrevivemos, nos multiplicamos e viemos a dominar a Terra em virtude de nossa inata tendência de resolver problemas percebendo relações de causa-e-efeito e fazendo uso delas – observando e usando informação empírica vinda desde a aerodinâmica superior de uma flecha quando emplumada até a extraordinária expansão de nossos poderes cognitivos alcançada com computadores.
Todavia, ao mesmo tempo em que isso indica que a mente humana é basicamente pragmática, praticamente todo ser humano durante a história documentada (e julgando a partir da evidência arqueológica de muito da pré-história) cultivou crenças religiosas sem qualquer base empírica. Certamente, nossos ancestrais da era Homérica e Mosaica freqüentemente pensavam que haviam ouvido deuses falando com eles em suas mentes e às vezes pensavam tê-los visto, e mesmo hoje alguns indivíduos mentalmente doentes e outros que, apesar de tecnicamente saudáveis, são excessivamente devotos, pensam ouvir Deus falando com eles ou vêem alguma fugaz aparição divina. Mas a grande maioria dos crentes não ouve ou vê tais coisas. Apesar de que muitos às vezes experimentam a manifestação de um sentimento de contato com o divino, os crentes do mundo não vêem seus deuses, mas ídolos, símbolos e documentos que representam ou relatam sobre seus deuses.
Que outro tipo de evidência pode existir? Muitos tipos – mas todos altamente dúbios; eventos naturais interpretados como o trabalho de deus podem quase sempre ser explicados pelo senso comum ou por termos científicos. Ademais, a ocorrência de eventos miraculosos quase nunca é pesada contra a não-ocorrência comparável de eventos miraculosos. Freqüentemente lemos nos jornais sobre alguma criança adorável morrendo de câncer inoperável que foi maravilhosamente curada quando a cidade toda rezou – mas nunca lemos sobre os casos em que rezas igualmente fervorosas não salvaram as vidas de crianças igualmente adoráveis. Ninguém se lembra delas, pois seres humanos possuem uma tendência à “parcialidade confirmativa”, como a denominam os psicólogos – lembramo-nos de eventos que confirmam nossas crenças, mas esquecemos aqueles que não; esta é provavelmente a razão pela qual 69% dos adultos numa pesquisa recente disseram que acreditam em milagres (2).
Apesar do conhecimento realístico das relações de causa-e-efeito vir sendo acumulado ao longo dos três séculos da era da ciência, ele não eliminou a religião. Alguns crentes modificam suas crenças para acomodar a evidência, enquanto outros a reinterpretam de modo mais extraordinário (os fundamentalistas dizem que os traços fósseis e geológicos da história da Terra e da evolução foram feitos por Deus e plantados no chão durante os seis dias da Criação).
A religião tem sobrevivido à vasta expansão do conhecimento científico através da adaptação; exceto no caso do fundamentalismo, ela minimizou a explicação em termos sobrenaturais de eventos que podem ser mais bem explicados em termos naturais e, em lugar disso, enfocou os fenômenos que não podem ser testados ou refutados, como a piedade de Deus, a existência da alma e a vida após a morte. Em conformidade, mais de 90% dos adultos americanos ainda acreditam em Deus ou alguma forma de Ser Superior, uma grande minoria vivenciou a sensação do renascer (3) e apenas 10% possuem uma visão da evolução na qual Deus não possui qualquer função (4).
Por que, repetindo minha questão central, as pessoas precisão de religião?
Deus e a Sociobiologia
Uma resposta que julgo persuasiva, parcimoniosa e côngrua à evidência histórica e sócio-científica é dada pela sociobiologia, um novo ramo da ciência comportamental humana popularizada em 1975 por Edward O. Wilson da Universidade de Harvard e atualmente lecionando em muitas universidades (no que se segue, esbocei primariamente sobre três livros de Wilson e sobre um recente estudo sociobiológico da religião feito pelo professor Walter Burkert da Universidade de Zurich (5)).
A sociobiologia defende que uma parte considerável do comportamento humano baseia-se em nossa biologia – especificamente em tendências geneticamente direcionadas desenvolvidas em nós pela evolução. Nós comemos, dormimos, construímos abrigos, fazemos amor, lutamos e criamos nossos jovens numa larga variedade de modos humanos porque – dizem os sociobiólogos – através do processo da seleção natural em interação com as influências sociais nós desenvolvemos predisposições genéticas para nos comportarmos de modo a garantir nossa sobrevivência enquanto espécie. Complexas interações entre numerosos genes nos dão a capacidade e inclinação para nos desenvolvermos como pessoas que são mais ou menos violentas, mais ou menos altruísticas, monógamas ou poligâmicas, muçulmanas ou católicas, ou qualquer coisa – dependendo de como nossa criação, nossas experiências e a miríade de influências da cultura na qual estamos imersos extraem as potencialidades dentro desses conglomerados de genes.
É assim que o indivíduo se desenvolve. Mas como chegamos a possuir um genoma de incorpora tais possibilidades de desenvolvimento? É aqui onde entra a teoria de Wilson. A última versão de sua teoria centra-se no que ele denomina “co-evolução gene-cultura”. Ele propõe que algumas preferências de base fisiológica conduzem ao desenvolvimento da cultura (um exemplo poderia ser o desenvolvimento em toda sociedade de alguma forma de vida em família em resposta à necessidade de sustendo e de proteção da criança e da mãe). Por outro lado, certas influências culturais reciprocamente favorecem a seleção e a evolução de tendências genéticas particulares (um exemplo poderia ser a inibição da agressão descontrolada em sociedade e o favorecimento de pessoas com uma responsabilidade inerente para controle social da agressão).
Para vermos como a interação funciona, consideremos o caso da linguagem (este é meu exemplo, não de Wilson). Nenhum outro animal tem qualquer coisa remotamente igual à nossa capacidade de linguagem. Isso é porque apenas o cérebro humano tem duas zonas especializadas, a Área de Broca e a Área de Wernicke, ambas do lado esquerdo, na qual os neurônios estão conectados de modo a formar um mecanismo que reconhece as relações entre as palavras em sentenças. Entretanto, nenhuma linguagem vem pré-programada nessas áreas; nenhuma criança criada à parte do som da linguagem jamais falou espontaneamente. Mas nossos cérebros evoluíram de tal modo que toda criança normal pode espontaneamente imaginar o que as pessoas ao seu redor estão dizendo, independentemente das palavras ou da gramática que estejam usando. A evidência pré-histórica dos volumes e das formas do crânio, dos artefatos antigos e dos costumes dos povos primitivos indica que as imensas vantagens da comunicação lingüística favoreceram indivíduos com maior capacidade neurológica para comunicação verbal, e que a cultura e a genética co-evoluíram para produzir o cérebro humano moderno e os milhares de idiomas humanos resultantes.
Este é um paradigma para o desenvolvimento da religião. Como o professor Burkert coloca: “Poderíamos ver a religião, paralelamente à linguagem, como um híbrido longamente vivenciado entre as tradições culturais e biológicas” (6). Ele defende que temos tendências e capacidades biológicas que fazem com que necessitemos, aprendamos, valorizemos e pratiquemos a religião – não um tipo específico de religião, é claro, mas qualquer uma das milhares de religiões que, apesar das grandes diferentes entre si, tendem a satisfazer funções similarmente necessárias para o indivíduo e, tão importantemente, para a sociedade em que vivem.
As necessidades primárias satisfeitas pela religião foram, dizem os sociobiólogos, a aplacação do medo e a explicação dos muitos fenômenos mistificantes do mundo. Com o desenvolvimento da capacidade cerebral para linguagem, seres humanos foram capazes de desenvolver conceitos e ter experiências que eram impossíveis para pré-humanos, como, por exemplo, a consciência dos riscos e da morte; do tempo – do passado e do futuro; da recompensa e da punição; dos enigmas sobre os fenômenos naturais; da satisfação de se resolver um problema; do prazer, da beleza e do encantamento estéticos.
Mas habilidade verbal e conceitual também tinha grandes recompensas. Humanos primitivos desenvolveram um senso de reverência às maravilhas sobre as quais agora podiam pensar: o nascimento, o retorno da vida na primavera, o arco-íris – e com este senso de reverência veio a necessidade de explicar tais maravilhas. Os novos poderes cognitivos dos seres humanos renderam as alegrias do reconhecimento da saúde após a enfermidade, da sobrevivência às adversidades, das colheitas, dos problemas resolvidos, dos erros corrigidos e do prazer estético gerado pelas muitas belezas do mundo ao seu redor.
Os humanos primitivos explicavam – e a maioria dos humanos atuais ainda explica – todas essas experiências mistificantes positivas e negativas através da religião.
Se há o mal no mundo, ele é, em algumas religiões, o trabalho de uma divindade má – Arimã, Satã, Asmodeus, Loki –, mas, em outras religiões, é o produto dos maus desejos em seres humanos. Contra as incertezas e os perigos do futuro, pessoas rezam, pedindo à divindade que faça tudo terminar bem. Contra a desgraça de perder alguém amado ou o medo da própria morte, pessoas buscam confiança de que viverão após a morte em algum outro reino. Contra as tribulações, a iniqüidade e a desesperante injustiça da vida, que melhor consolo que esperar uma justa e generosa recompensa de um Pai amoroso no céu? E, de modo semelhante, quando as coisas vão bem, quando o mundo é maravilhoso, quando as pessoas estão entre aquelas que amam e gozam dos frutos de seu trabalho, o que seria mais natural que um sincero agradecimento à suposta fonte das coisas boas?
A religião, assim, veio de encontro a uma nova necessidade evolutiva humana de compreender e controlar a vida. A religião serve aos mesmos propósitos que a ciência e as artes – “a extração da ordem a partir dos mistérios do mundo material”, como Wilson coloca (7) –, mas na era pré-científica não havia outra fonte de ordem exceto a filosofia, a qual era compreensível apenas a uns poucos favorecidos e, em todo caso, não estava nem próxima de ser tão emocionalmente satisfatória quanto a religião.
Outra grande função da religião era funcionar como uma força social conjuntiva e consolidativa. Cito Wilson novamente: “A religião é... grandemente potencializada pelo seu principal aliado, o tribalismo. Os xamãs e sacerdotes imploram-nos em sombria cadência: confiem nos rituais sagrados, tornem-se parte da força imortal, você é um de nós” (8). A propiciação e o sacrifício religiosos – práticas religiosas quase universais – são atos de submissão a um ser dominante e a uma hierarquia de dominâncias.
A religião deste modo ajudou a satisfazer a necessidade dos seres humanos de viver conjuntamente. Esta necessidade possui uma base biológica: necessitamos de uma vida social para prosperar emocionalmente – e, de fato, fisicamente. Evidências recentes mostram que pessoas que vivem sozinhas têm menos resistência imunológica a doenças que pessoas que vivem com um cônjuge ou parceiros. Mas a vida social requer algum sistema de liderança hierárquica a fim de evitar infindáveis disputas acerca de alimento, sexo e outros benefícios. Provavelmente todos já viram isso em documentários televisivos sobre a vida grupal de chimpanzés e babuínos. A criação humana de vários sistemas de controle social é uma resposta às necessidades biológicas que herdamos de nossos ancestrais pré-humanos.
Mas os povos antigos tinham consciência de que certas forças inexplicáveis e poderosas – terremotos, secas, epidemias – que afetavam suas vidas estavam além do controle de seus líderes. Era simplesmente natural que supusessem que tais forças eram obra de seres desconhecidos e análogos a seus líderes, mas muito mais poderosos, os quais eles tratavam com medo, reverência e respeito. Dos tempos antigos ao presente, em praticamente toda religião, Deus ou os deuses são os “senhores” da criação, os governantes aos quais todos humanos, incluindo imperadores e presidentes, precisam obedecer e venerar. Assim, em adição a todas formas de governo e liderança social que seres humanos desenvolveram, eles também buscaram liderança e ajuda dos xamãs, curandeiros, sacerdotes e outras pessoas especiais que podiam ser mediadoras entre elas e os espíritos ou deuses, e adotaram atos de submissão ritualística para aplacar e agradar as divindades. Mas é claro que essas crenças e práticas religiosas livravam os líderes da sociedade da culpa quando as coisas iam mal; a religião, assim, sustentou o governo social.
Por todas essas razões, Wilson diz: “A aceitação do sobrenatural significou uma grande vantagem através da pré-história, quando o cérebro estava evoluindo”. A mente humana evoluiu para acreditar nos deuses – na forma de instituições religiosas se tornaram parte integrante da sociedade (9).
Evidência Inferencial
Apesar de que biólogos têm sido capazes de identificar alguns genes responsáveis por desordens específicas, a base genética de qualquer forma específica de comportamento humano quase certamente não se deve apenas a um simples gene, mas à intrincada interação de numerosos genes. Quais são, entretanto, é algo bastante indeterminado, apesar de que parece certo que com o tempo os detalhes aparecerão.
A evidência que os sociobiólogos oferecem é inferencial – um conjunto de deduções racionais e persuasivas a partir do que conhecemos sobre a evolução humana, habilidades mentais humanas e religiões primitivas, incluindo a evidência pré-literária como os objetos de cerimônias funerais e desenhos em paredes dos neandertais e cro-magnons. Sociobiólogos dizem que toda esta evidência respalda fortemente a sua teoria da religião, pois já que nenhuma outra espécie de ser vivo exibe comportamento similar, a religião deve ter sido produto de traços biológicos da evolução humana.
Mas Burkert diz que as raízes biológicas da religião são ainda mais profundas e antigas que as da linguagem, apesar de ganharem poder e riqueza com a sua chegada. Uma é o dispositivo utilizado por muitos animais de sacrificar parte de si próprios a fim de escapar do perigo. As pernas de algumas aranhas quebram-se facilmente e continuam se debatendo por algum tempo para distrair o predador enquanto a aranha escapa. As caudas de lagartos se desprendem facilmente, permanecendo em poder do atacante enquanto o lagarto foge e posteriormente regenera sua cauda. Alguns pássaros, sob ataque, repentinamente soltam uma massa de penas, deixando o atacante com um bocado de penugem enquanto a refeição esperada desaparece.
Os equivalentes humanos deste comportamento existem na forma de rituais religiosos – o sacrifício de poses desejáveis aos deuses a fim de escapar da má fortuna, como o derramamento de vinho no chão, o sacrifício e a cremação de animais valiosos, a doação de dinheiro para ajudar na construção de templos. Há muitos exemplos de sacrifícios muito mais sérios feitos para aplacar Deus, como as autocastrações feitas por certos cristãos primitivos devotos e pelos Skoptsi, fanáticos religiosos russos do século XVII. E abdicar da atividade sexual como um todo, conjuntamente com a vida com os pais e familiares, como padres e freiras têm feito por séculos, certamente é um sacrifício tão extremo – da parte pelo todo – quanto a mutilação física.
Deste modo, a biologia é a base dos muitos atos de submissão ritualística nas religiões humanas. O mais comum desses atos, e relativamente inócuo, é curvar-se ou ajoelhar-se (10). Muçulmanos prostram-se ao chão; católicos e alguns protestantes ajoelham-se em oração; pessoas de praticamente todas denominações baixam suas cabeças em submissão durante a reza ou meditação. Alguns adoradores batem em seus peitos, lamentam e berram, rasgam suas roupas e jogam cinzas em si próprios, rastejam por milhas, flagelam seus corpos despidos com correntes. Mesmo tais visões são modestas em comparação com os nauseantes atos de devoção de muitos santos medievais.
Um gênero de mais bom gosto de comportamento religioso de base biológica concerne à limpeza. Manter o corpo limpo é uma necessidade básica a todos animais superiores, alguns dos quais banham-se, outros se limpam, e ainda outros se cuidam reciprocamente, em benefício de suas funções corpóreas (11). Nós, seres humanos, sempre cuidamos de nossas pessoas, nos banhando, cortando nosso cabelo, nos barbeando e assim por diante.
Mas, sendo humanos, concebemos outra forma muito pior de sujeira que nos polui: a impureza da má-ação. Nossos ancestrais antigos limpavam-se da má-ação através de rituais como a queima de oferendas, rezas, suplícios e humilhações auto-impostas. Os cristãos aperfeiçoaram-se grandemente neste sentido: transformaram a simples culpa da má-ação num pecado – queira-se ou não – herdado de Adão e Eva. Isso criou toda uma nova indústria religiosa feita de confissões, penitências, absolvições, comunhão e o esforço no sentido de manter um estado limpo e perfeito – e tudo isso se auto-sustentava, visto que a pessoa purificada estava sujeita a tornar-se moralmente suja novamente em pouco tempo.
Assim, para sumarizar a teoria sociobiológica das raízes da religião: geneticamente embutidos nos seres humanos primitivos estava um conjunto de necessidades mentais, emocionais e sociais que fizeram com que a cultura se desenvolvesse de certos modos – incluindo o desenvolvimento de várias religiões – e isto fez com que a cultura, reciprocamente, favorecesse e selecionasse evolucionariamente aqueles traços humanos que proporcionassem vantagens sócio-culturais aos indivíduos que os possuíssem. “A religião”, diz Burkert, “caminha nos trilhos da biologia... [e] a invenção aborígine da linguagem... proporcionou coerência, estabilidade e controle dentro deste mundo. É isto que o indivíduo está buscando, e alegremente aceita existência de entidades ou mesmo princípios abstrusos”. (12)
O Enigma da Descrença
Retorno à primeira de minhas questões – por que descrentes são diferentes da grande maioria de seus semelhantes? Eles não são, entretanto, únicos, pois ao longo da história civilizada uma pequena minoria não necessitou de explicações sobrenaturais religiosas para seus próprios pensamentos ou para os mistérios, tragédias e glórias do dia-a-dia da vida. Não me refiro somente aos ateus ferrenhos, mas àquela minoria maior que manteve ou mantém um conceito deístico de Deus ou que considera as leis inerentemente consistentes da natureza – que governam o comportamento de galáxias, genes e quarks – com a reverência e o respeito que outros conferem a um Deus mais tradicional.
O melhor exemplo de tal pessoa de fato precede a ciência moderna. É Spinoza, para quem Deus era co-término com o Universo, nem exterior nem acima, mas idêntico a ele e a todas suas leis naturais. Para ele, Deus não era nada mais nada menos que o corpus total dessas leis.
Talvez os descrentes atuais sejam todos espinosistas contemporâneos, “sensíveis a” e “em sintonia com” o deus que permeia o Universo – que é o universo, que é idêntico à realidade. Talvez descrentes não rejeitem tanto as necessidades e impulsos religiosos da raça humana ao adaptá-los em termos realísticos e humanísticos, trocando os contos de fada das religiões convencionais por contos mais intelectualmente exigentes, proporcionados pela ciência moderna – leis naturais e evidências demonstráveis e reproduzíveis de relações de causa-e-efeito.
Talvez os descrentes satisfaçam a necessidade humana básica por ordem e integração social dentro da sub-sociedade da própria ciência e sua estrutura hierárquica. Talvez para descrentes o humanismo científico ofereça respostas profundamente satisfatórias a todas esses profundos e problemáticos mistérios que a religião propõe-se a responder, e os descrentes estão confortáveis com tais respostas apesar de serem incompletas e apesar de que, independentemente de quanto nosso conhecimento cresça, permanecerão assim, com novas descobertas sempre levantando novas e mais complexas questões sobre a realidade.
Finalmente, talvez os descrentes divirjam da grande maioria de seres humanos de um outro modo; talvez sejam psicologicamente adultos, não necessitando da invisível figura de um pai, capazes de encarar a realidade da vida e morte humanas sem medo (ou ao menos de conviver com tal medo) e sensatos demais para acreditar em qualquer coisa sem comprovação, em qualquer explicação do mundo que seja impossível ou absurda.
Todavia, isso é somente uma conjectura; talvez esteja lisonjeando os descrentes sem motivo; talvez eles não sejam tão especiais e maravilhosos. Mas espero que sejam.
Notas:
1 – A 1996 survey quoted in E. O. Wilson, Consilience (New York: Alfred A. Knopf, 1998), ca. p. 245.
2 – Time, April 10, 1995, p. 65.
3 – Edward O. Wilson, On Human Nature (New York: Bantam, 1979), pp. 176-77.
4 – Freethought Events and Planning Guide, November 29, 1998.
5 – Walter Burkert, Creation of the Sacred: Tracks of Biology in Early Religions (Cambridge: Harvard University Press, 1996).
6 – Burkert, Creation of the Sacred, p. 20.
7 – Wilson, Consilience, p. 257.
8 – Ibid.
9 – Ibid., p. 262.
10 –Burkert, p. 84-87.
11 – Burkert, p. 123.
12 – Burkert, p. 177.
2 – Time, April 10, 1995, p. 65.
3 – Edward O. Wilson, On Human Nature (New York: Bantam, 1979), pp. 176-77.
4 – Freethought Events and Planning Guide, November 29, 1998.
5 – Walter Burkert, Creation of the Sacred: Tracks of Biology in Early Religions (Cambridge: Harvard University Press, 1996).
6 – Burkert, Creation of the Sacred, p. 20.
7 – Wilson, Consilience, p. 257.
8 – Ibid.
9 – Ibid., p. 262.
10 –Burkert, p. 84-87.
11 – Burkert, p. 123.
12 – Burkert, p. 177.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Contradições na Bíblia
Gênesis
As duas histórias contraditórias sobre a criação.
Primeira história (Gn 1:1-2:3)
O homem foi criado depois dos outros animais. Gn 1:25-27
O homem e a mulher foram criados simultaneamente. Gn 1:27
Segunda história (Gn 2:4-25)
O homem aparece antes dos outros animais. Gn 2:18-19
O homem foi criado primeiro, então os animais, e só depois a mulher, da costela do homem. Gn 2:18-22
Quanto tempo levou para criar os céus e a terra?
Um dia (Gn 2:4) ou seis dias (Gn 1:3 - 2:3).
As plantas foram criadas antes ou depois dos homens?
As plantas foram criadas depois dos homens. Gn 2:4-7
Quando as estrelas foram criadas?
No quarto dia da criação, depois da criação da terra. Gn 1:16-19
Antes que a terra fosse criada. Jó 38:4-7
De onde foram criadas as aves?
Das águas (Gn 1:20-21) ou da terra (Gn 2:19).
O homem foi criado antes ou depois dos outros animais?
O homem foi criado depois dos outros animais. Gn 1:25-27
O homem aparece antes dos outros animais. Gn 2:18-19
Quantos deuses existem?
Há somente um Deus. Dt 4:35, 4:39, 6:4, 32:39, Is 43:10, 44:8, 45:5-6, 46:9, Mc 12:29, Mc 12:32, Jo 17:3, I Co 8:6
Existem vários Deuses. Gn 1:26, 3:22, 11:7, Ex 12:12, 15:11, 18:11, 20:3, 22:20, 23:13, 23:24, 23:32, 34:14, Nm 33:4, Jz 11:24, I Sm 6:5, 28:13, Sl 82:1, 82:6, 86:8, 96:4, 97:7, 136:2, Jr 1:16, 10:11, Sf 2:11, Jo 10:33-34, I Jo 5:7
Adão pode comer de qualquer árvore?
Adão pode comer de toda árvore. Gn 1:29
Há uma árvore da qual ele não pode comer. Gn 2:17
Adão morrerá no dia em que comer da árvore da ciência.
Adão morrerá no dia em que comer da árvore da ciência do bem e do mal. Gn 2:17
O casamento é uma boa coisa?
Deus tem um corpo?
Deus sabe e vê tudo?
Deus nem sempre sabe e vê todas as coisas. Gn 3:8, 4:14, 4:16, 11:5, 18:9, 18:17, 18:21, 22:12, Nm 22:9, Dt 8:2, 13:3, II Cr 32:31, Jó 1:7, 2:2, Os 8:4
Todos descendem de Adão e Eva?
Sim, todos descendem de Adão e Eva. Gn 3:20
Nem todos. Hb 7:3
Deus respeita todos?
Deus não tem respeito por ninguém. Dt 10:17, II Cr 19:7, At 10:34, Rm 2:11, Gl 2:6, Ef 6:9, Cl 3:25, I Pe 1:17
Deus deseja o sacrifício de animais?
O que aconteceu com Caim?
Foi um fugitivo e errante sobre a terra. Gn 4:12
Conheceu a sua mulher, e edificou uma cidade. Gn 4:17
Deus aprova a pena de morte?
O assassino não deve ser morto. Gn 4:15
O assassino merece ser morto. Gn 9:6
Enoque foi a sexta ou sétima geração desde Adão?
Ele foi a sétima geração. Jd 1:14
Todos devem morrer?
Pode alguém ascender aos céus?
Nenhum homem pode. Jo 3:13
Quantos filhos Deus teve?
Qual é o tempo de vida do homem?
70 anos. Sl 90:10
120 anos. Gn 6:3
Deus se arrepende?
Deus se arrepende. Gn 6:6, Ex 32:14, Dt 32:36, I Sm 15:11, 15:35, II Sm 24:16, I Cr 21:15, Is 38:1-5, Jr 15:6, 18:8, 26:3, 26:13, 26:19, 42:10, Am 7:3, 7:6, Jn 3:10
Já houve alguém justo, íntegro e bom (uma pessoa perfeita)?
Não. I Rs 8:46, II Cr 6:36, Sl 14:3, 53:3, Pv 20:9, Ec 7:20, Is 41:26, Mc 10:18, Rm 3:10, 3:12, 3:23, I Jo 1:8, 1:10
Sim. Gn 6:9, 7:1, I Rs 15:14, II Cr 15:17, Jó 1:1, 1:8, 2:3, Sl 17:3, Mt 25:46, Lc 1:6, 2:25, Tg 5:16, II Pe 2:7-8, I Jo 3:6, 3:9
Quando Noé entrou na arca?
Sete dias antes da inundação. Gn 7:7-10
No mesmo dia em que começou a inundação. Gn 7:11-13
Quantos animais de cada espécie Noé levou na arca?
Noé recebe ordens para pegar sete animais de cada espécie. Gn 7:2-3
Quanto tempo durou a inundação?
Foram 40 dias. Gn 7:17
Deus quer que crianças morram?
Não. Ele não quer que nenhuma morra. Mt 18:14
Sim, ele freqüentemente mata crianças e instrui outros a fazer o mesmo. Gn 7:21-22, 19:24, 22:2, Ex 12:30, 21:15, Lv 20:9, Dt 20:16, 21:18-21, Js 10:40, I Sm 15:2-3, II Sm 12:15-18, II Rs 2:23-24, Sl 135:8, 136:10, 137:9, Jr 13:13-14, 19:9, Ez 5:10, Os 9:16, 13:16, Zc 13:3
Todos (exceto Noé e sua família) morreram na inundação?
Sim. Tudo morreu exceto o que estava na arca. Gn 7:21-23
Por quanto tempo a arca flutuou?
Por sete meses. Gn 8:4
Por dez meses. Gn 8:5
Quando a terra secou depois do dilúvio?
No 1º dia do primeiro mês. Gn 8:13
No 27º dia do segundo mês. Gn 8:14
Deus amaldiçoará a terra?
Bem, talvez, se ele se aborrecer novamente. Ml 4:6
Não, ele nunca fará isto novamente. Gn 8:21
Quais os tipos de animais que nós podemos comer?
Nós podemos comer qualquer tipo de animal. Gn 9:3, Mc 7:18-20, At 10:10-13, Rm 14:2, 14:14, I Co 10:25, I Tm 4:1-3
Nós somos punidos pelos erros de outros?
Sim. Gn 9:21-25, Ex 20:5, 34:7, Nm 14:18, Dt 5:9, 23:2, 28:18, II Sm 12:14, 21:6-9, I Rs 2:33, 11:11-12, 21:29, II Rs 5:27, Is 14:21, Jr 16:10-11, 29:32, 32:18
Deus aprova a escravidão?
Sim. Gn 9:25-27, 16:8-9, 17:12-13, 24:35-36, 26:12-14, Ex 12:44, 20:17, 21:2-6, 21:7, 21:20-21, 21:26-27, 22:2-3, Lv 19:20, 22:11, 25:39, 25:44-46, Dt 5:21, 15:12, 20:10-11, 20:14, Js 9:23, Lc 12:46-47, 17:7-9, I Co 7:21-22, Ef 6:5, Cl 3:22, I Tm 6:1-5, Tt 2:9-10, I Pe 2:18
Não. Ex 21:16, Lv 19:13, 19:18, 19:33-34, 25:10, Dt 15:9-10, 23:15-16, 24:7, 24:14-15, Pv 22:22-23, Is 58:6, Jr 22:13, Ml 3:5, Mt 4:10, 23:10, Mc 10:42-43, I Co 7:23, Fp 2:3, I Tm 1:9-10, Fm 1:10-15, Hb 13:3, Tg 5:4
Quantos idiomas existiam antes da Torre de Babel?
Quem foi o pai de Salá?
O seu pai foi Cainã. Lc 3:35-36
Quantos anos Abraão tinha quando partiu de Harã?
Ele tinha 75 anos. Gn 12:4
Em At 7:4 diz que Abraão só deixou Harã depois que seu pai morreu. Em Gn 11:26 diz que o pai de Abrão tinha 70 anos quando ele nasceu, e o pai de Abrão viveu até 205 anos (Gn 11:32). Desse modo, então, Abraão tinha pelo menos 135 anos quando deixou Harã. Mas em Gn 12:4 diz que ele deixou Harã quando tinha 75 anos.
Deus é autor de confusão?
Sim. Gn 11:7-9
Não. I Co 14:33
Ló era irmão ou sobrinho de Abraão?
Deus pode ser visto?
Sim, ele pode. Gn 12:7, 17:1, 18:1, 26:2, 26:24, 32:30, 35:1, 35:7, 35:9, 48:3, Ex 3:16, 4:5, 6:3, 24:9-11, 33:11, 33:23, Nm 14:14, Dt 5:4, 34:10, Jz 13:22, I Rs 22:19, Jó 42:5, Sl 63.2, Is 6:1, 6:5, Ez 1:27, 20:35, Am 7:7, 9:1, Hc 3:3-5
Quanto tempo durou o cativeiro no Egito?
O cativeiro egípcio durou por 400 anos. Gn 15:13
Quantos filhos Abraão teve?
A circuncisão é necessária?
De maneira alguma. Gl 5:2
O incesto é proibido?
Deus pode fazer qualquer coisa?
Podemos fazer juramentos?
Os juramentos são aprovados. Gn 21:23-24, 24:2-3, 24:9, 31:53, 47:31, Lv 27:2, Nm 30:2, Dt 6:13, 10:20, 23:21, Sl 63:11, Is 45:23, 48:1, 65:16, Jr.4:2, 12:16, Hb 6:13, Ap 10:5-6
Quem nomeou Berseba?
Berseba foi nomeada por Abraão. Gn 21:31
Berseba foi nomeada depois da morte de Abraão por Isaque. Gn 26:33
Deus alguma vez tentou alguém?
Deus nunca tentou ninguém. Tg 1:13
Deus aprova o sacrifício humano?
Sim. Gn 22:2, Ex 22:29, Lv 27:28-29, Nm 31:25-29, Jz 11:29-40, II Sm 21:1, 21:8-9, 21:14, I Rs 13:2, II Rs 23:20
Quetura foi esposa ou concubina de Abraão?
Ela foi sua esposa. Gn 25:1
Ela foi sua concubina. I Cr 1:32
Quem era o pai de Basemate?
Ela era filha de Elom. Gn 26:34
Ela era filha de Ismael. Gn 36:2-3
Quem era o pai de Labão?
Labão era filho de Betuel. Gn 28:5
Labão era filho de Naor. Gn 29:5
Zibeão era um heveu ou um horeu?
Heveu. Gn 36:2
Horeu. Gn 36:20
Onde os irmãos de José acharam o dinheiro deles?
Quantos anos Benjamim tinha quando o clã dele migrou para o Egito?
Mali foi filho de Levi?
Sim. Ed 8:18
Quem eram os filhos de Benjamim?
Belá, Bequer, Asbel, Gera, Naamã, Eí, Rôs, Mupim, Hupim e Arde. Gn 46:21
Belá, Asbel, Airão, Sufã, Hufã, Arde e Naamã. Nm 26:38-40
Belá, Bequer e Jediael. I Cr 7:6
Belá, Asbel, Aará, Noá e Rafa. I Cr 8:1-2
Naamã e Arde foram filhos ou netos de Benjamim?
Eles foram filhos de Benjamim. Gn 46:21
Eles foram netos de Benjamim. Nm 26:38-40
Quantos eram na família de Jacó quando vieram para o Egito?
Quais eram as doze tribos de Israel?
Rúben, Simeão, Levi, Judá, Zebulom, Issacar, Dã, Gade, Aser, Naftali, José e Benjamim. Gn 49:3-27
Rúben, Simeão, Levi, Judá, Zebulom, Issacar, Manassés, Gade, Aser, Naftali, José e Benjamim. Ap 7:4-8
Onde Jacó foi enterrado?
Jacó foi enterrado em Macpela. Gn 50:13
Jacó foi enterrado em Siquém. At 7:15-16
Êxodo
É errado mentir?
Moisés temeu o rei?
Moisés temeu o rei. Ex 2:14-15
Moisés não temeu o rei. Hb 11:27
Quem foi o sogro de Moisés?
Foi Reuel. Ex 2:18-21
É errado roubar?
Quem endureceu o coração do Faraó?
Foi o próprio Faraó. I Sm 6:6
Deus instruiu os Israelitas que lhe fizessem sacrifícios e holocaustos?
Deus instruiu os Israelitas que lhe fizessem sacrifícios e holocaustos. Ex 8:27, 10:25, 20:24, 29:16-18
Deus não pediu nenhum sacrifício ou holocausto. Jr 7:22
Os cristãos devem obedecer as leis do Velho Testamento?
Sim, elas sempre serão válidas. Ex 12:14, 12:17, 12:24, Lv 23:14, 23:21, 23:31, Sl 119:151-152, 119:160, Ml 4:4, Mt 5:18-19, Lc 16:17
Não, os cristãos não estão sob as leis do Velho Testamento. Lc 16:16, Rm 6:14, 7:4, 7:6, 10:4, Gl 5:18, Ef 2:15
Por quantos dias deve-se comer pão sem fermento durante a Páscoa?
Por seis dias. Dt 16:8
Deus é guerreiro ou pacificador?
Dançar é pecado?
É necessário guardar o sábado?
É necessário. Ex 16:29, 20:8, 31:13-15, 34:21, 35:2, Lv 19:3, 19:30, 23:3, Nm 15:32, 15:36, Dt 5:12, Is 56:2
É correto fazer imagens?
Como devemos tratar nossos pais?
É correto chamar seu pai (ou qualquer outro) de pai?
Nenhum homem é pai. Mt 23:9
Matar ou não matar?
É errado cometer adultério?
É correto ser polígamo?
Sim. Gn 4:19, 16:1-4, 25:6, 26:34, 28:9, 31:17, Ex 21:10, Dt 21:15, Jz 8:30, I Sm 1:1-2, II Sm 12:7-8, I Rs 11:3, I Cr 4:5, II Cr 11:21, 13:21, 24:3, Mt 25:1
Deus se cansa?
Deus nunca se cansa. Is 40:28
Quem escreveu os dez mandamentos?
Deus é misericordioso?
Deus é rei, misericordioso e bom. Ex 34:6, II Sm 24:14, I Cr 16:34, Sl 25:8, 86:5, 100:5, 103:8, 106:1, 118:1, 136:1, 145:9, Jr 3:12, 33:11, Lm 3:33, Jl 2:13, Mq 7:18, Tg 5:11, I Jo 4:16
Deus é cruel, sem misericórdia e mal. Ex 34:6-7, Nm 25:4, Dt 7:16, I Sm 6:19, 15:2-3, Jr 13:14, 16:3-7, Lm 2:2, 2:17, 3:43, Ez 7:4, 7:9, 9:5-6, Mq 1:12
Quem fez a arca da aliança?
Levítico
O sangue do sacrifícios de animais nos livra dos pecados?
Podemos comer algum "réptil" que voa?
Todos são imundos não podem ser comidos. Dt 14:19
Alguns podem ser comidos. Lv 11:21-23
Como um homem que faz sexo com uma mulher menstruada será castigado?
Ele estará sujo durante sete dias. Lv 15:24
Ele e a mulher serão expulsos. Lv 20:18
Julgar ou não julgar?
A Bíblia condena a astrologia?
Deus ama a todos?
As leis e rituais do Velho Testamento ainda são válidas?
Não, não se aplicam mais. Rm 7:6
Devemos temer a Deus?
Sim. Lv 25:17, Dt 6:2, 6:13, 6:24, 10:12, 10:20, 31:12, 31:13, Js 4:24, I Sm 12:14, II Rs 17:39, Jó 28:28, Sl 25:14, 33:8, 33:18, 34:9, 96:4, 103:11, 103:13, 103:17, 111:10, 112:1, 115:13, 128:1, 147:11, Pv 1:7, 22:4, 24:21, Ec 5:7, 12:13, Jr 5:22, Mt 10:28, Lc 1:50, 12:5, II Co 7:1, Ef 5:21, Hb 10:31, I Pe 2:17, Ap 14:7
Números
Quantos homens havia na tribo de Simeão?
É correto beber álcool?
Não. Nm 6:3, Pv 20:1, 23:20-21, 23:29-30, 23:31-32, Is 5:11, 5:22, 28:7, Dn 1:8, Hc 2:15, Lc 1:15, Rm 13:13, 14:21, Gl 5:21, Ef 5:18
É correto o homem ter cabelos compridos?
Cabelos compridos é vergonhoso. I Co 11:14
Devemos seguir nosso coração?
Nós devemos seguir nosso coração. Ec 11:9
Nós não devemos seguir nosso coração. Nm 15:39
Onde Arão morreu?
Arão morreu em Mosera. Dt 10:6
Quantos Deus matou por prostituírem-se com as filhas dos moabitas?
A Bíblia condena o jogo?
Qual é a receita correta para o sacrifício da lua nova?
Dois bezerros, 1 carneiro, e 7 cordeiros. Nm 28:11
Um bezerro, 1 carneiro, e 6 cordeiros. Ez 46:6
Quanto tempo dura a ira de Deus?
Deuteronômio
O que Deus disse sobre os moabitas?
Os israelitas não lutariam contra eles, e a sua terra seria poupada. Dt 2:9
Com a ajuda de Deus, os israelitas os derrotariam e tomariam sua terra. Jz 3:28-30
A terra existirá para sempre?
Não, a terra não existirá para sempre. Ela será destruída. Sl 102:25-26, Is 65:17, Mt 5:18, 24:35, Mc 13:31, Lc 21:33, Hb 1:10-11, II Pe 3:10, 3:13, Ap 21:1
Deus pode ser tentado?
Deus não pode ser tentado. Tg 1:13
Deus sabe o que se passa no coração de cada um?
Os israelitas pouparam as arvores dos países que eles invadiram?
Não. Dt 20:19
Sim. II Rs 3:19
Algum moabita entrou na congregação do Senhor?
Não. Dt.23:3
Como os edomitas deveriam ser tratados?
Ser bom com eles. Dt 23:7
O divórcio é permitido?
Quando o cônjuge descrente escolhe partir. I Co 7:15
Quando o marido está descontente com sua esposa. Dt 24:1-2
É correto uma mulher divorciada se casar novamente?
Sim. Dt 24:1-2
Não. Lc 16:18
Temos livre arbítrio?
Sim. Dt 30:19
Josué
Deus destruiu as nações?
Existiram muitas nações. Deus não pôde destruí-las. Js 15:63, 16:10, 17:12-13, Jz 1:21, 1:27-36, 3:1-5
Quem foi o pai de Acã?
O pai de Acã foi Carmi. Js 7:1
A cidade de Ai existia depois de Josué destruí-la?
Não, ela nunca mais foi reconstruída depois que Josué a destruiu. Js 8:28
Sim, ela existiu todo o tempo do cativeiro na Babilônia. Ne 7:32
A quem foram dadas as cidades de Estaol e Zorá?
Foram dadas à Dã. Js 19:40-41
Qual tribo veio de Aijalom?
Quem comprou o sepulcro em Siquém dos filhos de Hamor?
Jacó. Js 24:32
Abraão. At 7:16
Juízes
Sísera foi assassinado enquanto dormia?
Sim, ele estava dormindo. Jz 4:21
Não, ele estava acordado. Jz 5:26-27
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